Milhares de empresas mundo afora tiveram que se reinventar nestes últimos meses em função da pandemia que vivemos do Coronavírus.

Até aqui nenhuma novidade, ok, mas o que é preciso analisar neste movimento é como, principalmente as grandes empresas, têm se posicionado e trabalhado para entrar em novas áreas e alcançar públicos que até então, antes da crise, não estavam em seus radares.

Como também já é de conhecimento de todos, boa parte dessas mudanças se deu devido a impossibilidade de contato direto com os consumidores, o que direcionou as empresas de forma definitiva e irreversível para o mundo digital. Neste sentido, a busca por soluções e iniciativas que supram o atendimento, bem como o contato com o público, se tornou o primeiro grande foco das empresas.

Agora, com um pouco mais de tempo para respirar e visão de médio e longo prazo, o objetivo é usar a tecnologia e a inovação para oferecer novos serviços e fortalecer outros canais.

O melhor exemplo para ilustrar isso é o caso da gigante do entretenimento – a Disney que anunciou recentemente que fará uma reformulação total da empresa, e que a partir de agora sua prioridade será os seus serviços de streaming de vídeo, garantindo que eles obtenham um fluxo constante de produção e distribuição de conteúdo autoral. Este anúncio, bem como o direcionamento da empresa, diz muito sobre o momento que estamos vivendo no mercado.

Este é o momento para que as empresas, independentemente do seu tamanho e setor de atuação, repensem suas organizações, seus negócios e serviços. No caso da Disney, a nova estrutura prevê a criação de grupos de conteúdo para filmes, entretenimento em geral e esportes, além de um braço de distribuição para definir a melhor plataforma para determinado conteúdo: serviço de streaming, rede de TV ou salas de cinema.

Com as vacinas em teste e perspectivas para resolução do Coronavírus em 2021, é claro que a empresa sabe que as visitas aos parques voltará, mas certamente eles entenderam que – primeiro, não podem se valer apenas disso, e segundo, com este novo direcionamento eles alcançarão inclusive pessoas que não tem condições de ir aos parques. 

Tudo daqui em diante será resultado de estratégias bem desenhadas (ou não) pelas empresas. Outro exemplo para ilustrar isso é outra gigante mundial, a Nike. Através da base de dados do seu aplicativo de treinamento na China, a empresa identificou quatro pilares estratégicos em relação às varejistas mundiais:

  • Contenção, determinada pelo fechamento de lojas em larga escala;
  • Recuperação, quando as lojas abrirem novamente;
  • Normalização, através do retorno a condições pré-crise;
  • Crescimento de vendas*.

Com estas informações em mãos, para reverter a queda das ações da companhia, a Nike utilizou seus canais de comércio eletrônico para mitigar os efeitos do impacto gerado à empresa. E o resultado desta estratégia que foi de encontro ao fortalecimento digital, gerou uma expansão de 36% das vendas em seu comércio eletrônico, durante o primeiro trimestre da pandemia.

Na prática isso quer dizer que enquanto todas suas lojas físicas estavam fechadas, a Nike impulsionou suas operações online, ativando maneiras digitais de estabelecer a conexão com seus clientes. John Donahoe, CEO da Nike, definiu bem este momento ao dizer que “O que estamos vendo é que a experiência digital/física contínua está respondendo ao que os consumidores querem”.

Note que a capacidade digital da Nike foi responsável pelo gerenciamento dos efeitos do vírus sobre o negócio, mostrando que é no ambiente digital que toda a capacidade de retomar o crescimento da empresa está. Só para se ter uma ideia dos números obtidos em meio à crise, apenas na China, o número de usuários ativos semanalmente em todos os aplicativos de atividade da Nike subiu 80%, gerando uma receita de US$ 10,1 bilhões no final do primeiro trimestre, o que estava totalmente fora do esperado.

A grande mensagem que gostaria de deixar aqui é o fato de que o mercado dá sinais a todo momento indicando para onde os recursos, clientes e a própria tecnologia está indo. Se você enquanto empresário e/ou empreendedor não for capaz de assimilar e aplicar ao seu negócio, infelizmente, o futuro da sua empresa não será nada promissor. Pense nisso e adapte-se.

*Fonte: https://gobacklog.com/blog/empresas-que-inovaram-na-crise-do-coronavirus/

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