Plano de Recuperação Judicial de fornecedora da Vale, Usinimas e CBMM é aprovado em SP
Assembleia com credores da Petropasy, líder no mercado brasileiro de componentes de poliuretano para siderúrgicas e mineradoras, foi realizada em Barueri, na Grande São Paulo
O Plano de Recuperação Judicial montado pela consultoria Ejafac para a empresa paulista Petropasy foi aprovado nesta terça-feira, em assembleia realizada com credores em Barueri, na Grande São Paulo. Fundada em 1984, a companhia fornece componentes de poliuretano para os segmentos de mineração, siderurgia, metro-ferroviário, infraestrutura e indústria de base. 
A garantia de manutenção das atividades da Petropasy beneficiará, diretamente, grandes players do mercado nacional, como Vale, Anglo, CBMM, Mosaic, Usiminas, Acelor e CSN – atualmente, os principais clientes da empresa. Sem a aprovação do plano de Recuperação Judicial, haveria dificuldades na busca por um novo fornecedor de componentes-chave para algumas das atividades destas companhias. 
“Nosso plano de recuperação foi muito bem montado pelo sócio e executivo da Ejafac, Elias Azevedo, junto de sua equipe multidisciplinar de consultores”, disse Noburu Eto, Sócio Diretor da Petropasy. “De uma situação que parecia insolúvel, conseguimos nos reerguer e agora podemos voltar à ativa entregando a mesma qualidade que garantiu a sobrevivência e a expansão da nossa companhia por mais de 30 anos”, acrescentou. As questões legais do processo foram conduzidas pelo Dr. Kleber Bissolatti, sócio do escritório Bissolatti Advogados. A Administradora Judicial, que é a responsável por conduzir a RJ, é a Dra. Bruna Oliveira, do escritório Confiança Administração Judicial (Conajud).
Os consultores da Ejafac reestruturaram diversas áreas da Petropasy, e foram além do tradicional foco em questões financeiras. Entre as frentes de trabalho destacam-se negociações não apenas com fornecedores-chave, mas também com clientes. O plano de recuperação aprovado em assembleia prevê que, em menos de dois anos, a Petropasy esteja fora da condição de RJ – o que devolverá à empresa plena capacidade de investimentos em novos negócios. 
“O mercado está muito otimista pois ficou muitos anos sem novos projetos. Neste período, pouco foi feito, também, em manutenções operacionais. Prova disso é que já temos pedidos em carteira para seis meses de produção, algo que não acontecia há anos. As mudanças na política em razão do resultados das últimas eleições para o legislativo e executivo aumentaram a confiança do mercado. Queremos aproveitar esse momento”, reforçou Eto. 
De acordo com o executivo, o ponto mais importante em todo o processo de reestruturação pelo qual passou a Petropasy foi entender as causas que levaram a empresa a enfrentar dificuldades. Desta forma, os gestores puderam criar processos e mecanismos que evitem a reincidência de erros do passado. 
“Assim como um acidente aéreo, nem sempre, é causado por uma única falha, nos negócios um único erro muitas vezes não é suficiente para levar uma empresa ao caminho da Recuperação Judicial”, ponderou Eto. “Nós começamos a enfrentar dificuldades em razão de um estratégia montada junto à Petrobras quase uma década atrás. Lá nos foi nos apresentada uma falsa realidade de que o Brasil seria o maior mercado de poliuretano do mundo, algo que nunca aconteceu. Investimos errado a primeira vez. Além disso, houve uma queda no preço do minério de ferro, o que freou o investimento em novos negócios por parte das siderúrgicas. E este setor vinha sendo, justamente, o principal foco da Petropasy depois dos equívocos cometidos na área de petróleo. Felizmente enxergamos os nossos erros e estamos preparados para essa nova fase”, encerrou o executivo. “
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